Em entrevista ao nosso site, o Padre José Eduardo fala sobre a INTERCESSÃO e destacou O CHAMADO AO COMBATE, ressaltando como a oração por outras pessoas é uma expressão de amor, solidariedade, luta e confiança na ação de Deus. Com uma mensagem de esperança e acolhimento, o padre refletiu sobre os desafios enfrentados pela Igreja e pelos fiéis, reforçando a necessidade de fortalecer a vida de oração e o compromisso com o próximo.
Confira a entrevista completa e inspire-se nas palavras desse sacerdote!
Portal: Padre, muito se fala sobre a importância da intercessão. Em que se fundamenta essa prática?
Padre: A intercessão está profundamente fundamentada na Sagrada Escritura. Interceder significa colocar-se diante de Deus em favor de outra pessoa, apresentando-Lhe suas necessidades, sofrimentos, pecados, lutas e esperanças.
No Antigo Testamento, encontramos grandes intercessores. Abraão suplica a Deus pelas cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 18,22-33); Moisés pede perdão pelo povo que havia fabricado o bezerro de ouro (Ex 32,7-14); Samuel clama a Deus por Israel (1Sm 7,5-10); e Jó reza por seus amigos, depois do que Deus restaura sua vida (Jó 42,8-10).
Moisés é uma das grandes figuras bíblicas da intercessão. Ele não pensa apenas em si mesmo. Quando o povo peca, coloca-se, por assim dizer, entre o povo e as consequências de sua infidelidade. O Catecismo ensina que, de sua intimidade com Deus, Moisés retirava força e coragem para interceder pelo povo escolhido pelo Senhor (CIC, n. 2577).
No Novo Testamento, essa missão encontra sua plenitude em Jesus Cristo, o grande e perfeito intercessor. Na Última Ceia, Ele diz a Pedro: “Eu, porém, orei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22,32). Na cruz, intercede por aqueles que O crucificavam: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). A Carta aos Hebreus afirma que Cristo vive eternamente para interceder por nós (Hb 7,25).
O Catecismo resume essa verdade ao ensinar que a intercessão é uma oração de súplica que nos leva a rezar como Jesus rezava. Cristo intercede junto do Pai, e o próprio Espírito Santo intercede em nós segundo a vontade de Deus (CIC, nn. 2634-2635; cf. Rm 8,26-27).
É importante compreender que a intercessão dos cristãos, de Nossa Senhora e dos santos não diminui a única mediação de Cristo. São Paulo afirma que há “um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” (1Tm 2,5). Toda verdadeira intercessão acontece em Cristo, por Cristo e unida a Cristo. É justamente porque estamos unidos ao único Mediador que podemos rezar uns pelos outros.
A Igreja peregrina na terra intercede, e a Igreja do Céu também intercede. Os santos não substituem Jesus; unidos perfeitamente a Ele, apresentam ao Pai suas orações em favor de toda a Igreja. Esse é o mistério da comunhão dos santos: ninguém se salva sozinho e ninguém reza sozinho (CIC, nn. 956-957).
Portal: Quais são as origens da intercessão e por que ela é tão importante?
Padre: A intercessão nasce da própria lógica da Aliança. Deus quis formar um povo, e não apenas salvar indivíduos isolados. Por isso, desde o início da história da salvação, algumas pessoas são chamadas a levar diante de Deus as dores, os pecados e as necessidades dos outros.
Os patriarcas, os profetas, os sacerdotes e os reis justos intercedem pelo povo. O profeta não é apenas aquele que anuncia a Palavra de Deus aos homens; muitas vezes, é também aquele que apresenta a Deus o sofrimento dos homens.
Essa missão aparece de modo especial nos salmos. Neles, encontramos orações que pedem a libertação de Israel, suplicam pelos perseguidos e enfermos e clamam pela conversão dos inimigos. Quando a Igreja reza os salmos, continua apresentando diante de Deus as necessidades de toda a humanidade.
No Novo Testamento, vemos a comunidade cristã reunida em oração. Quando São Pedro estava preso, “a Igreja orava continuamente a Deus por ele” (At 12,5). Pedro estava acorrentado e guardado por soldados, humanamente sem saída. Enquanto isso, a comunidade permanecia em oração. Deus enviou um anjo, as correntes caíram e as portas se abriram.
Esse episódio revela a força da intercessão comunitária. Enquanto Pedro não podia agir, a Igreja rezava por ele. Muitas vezes, a pessoa por quem intercedemos está tão ferida, escravizada ou desanimada que já não consegue rezar. Nesse momento, a comunidade cristã a carrega diante de Deus.
Desde os primeiros séculos, a Igreja reza na Liturgia pelos vivos e pelos mortos, pelos governantes, pelos enfermos, pelos viajantes, pelos perseguidos e pela salvação do mundo inteiro. Essa tradição permanece na Oração dos Fiéis, na Liturgia das Horas e, de modo especial, na Oração Eucarística da Santa Missa.
Interceder é uma das formas mais puras de caridade. Na oração de petição, apresentamos nossas próprias necessidades. Na intercessão, alargamos o coração para acolher a necessidade do outro. Talvez eu não possa curar uma pessoa, libertá-la de um vício ou resolver uma situação familiar, mas posso levá-la diante de Deus. E isso não é pouco.
Portal: Por que a intercessão se torna tão importante em situações humanamente impossíveis, como a libertação de alguém de um vício ou a conversão de uma pessoa,? Qual é sua relação com o combate espiritual?
Padre: A intercessão se torna especialmente importante quando chegamos ao limite de nossas forças. Existem portas que não podemos abrir, decisões que não podemos tomar no lugar do outro e prisões interiores às quais não temos acesso.
Não podemos obrigar alguém a abandonar um vício, voltar para Deus, perdoar, pedir ajuda ou mudar de vida. Deus também não destrói a liberdade humana. Contudo, Sua graça pode tocar as profundezas do coração sem violentá-lo. Deus pode iluminar a inteligência, fortalecer a vontade, despertar a consciência, enfraquecer as cadeias do pecado e colocar pessoas e oportunidades no caminho daquele por quem rezamos.
Interceder não significa controlar espiritualmente o outro nem pedir que Deus o force a fazer aquilo que desejamos. Significa pedir que a graça alcance essa pessoa, que a verdade se torne visível, que o bem volte a ser desejável e que ela receba força para dar uma resposta livre.
Vemos isso no martírio de Santo Estêvão. Enquanto era apedrejado, ele rezava: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (At 7,60). Entre os que aprovavam sua morte estava Saulo, que mais tarde seria alcançado por Cristo e se tornaria o Apóstolo Paulo. A oração de Estêvão mostra que podemos interceder até por quem está endurecido e aparentemente distante de Deus.
Há situações em que a pessoa já não tem forças para rezar. O dependente químico pode estar dominado pela compulsão; alguém ferido pode estar tomado pela raiva; uma pessoa afastada de Deus pode não desejar sequer retornar. Nesses casos, o intercessor apresenta a Deus até mesmo a incapacidade daquela pessoa de pedir ajuda.
Isso não dispensa os meios humanos. Interceder por alguém que enfrenta uma dependência não substitui tratamento médico, acompanhamento psicológico, comunidade terapêutica, direção espiritual ou mudanças concretas de ambiente. A oração não nos afasta da realidade; ao contrário, dá-nos força para agir corretamente dentro dela.
Por isso, interceder por uma situação aparentemente impossível é afirmar: “Eu não consigo resolver, mas Deus continua sendo Deus”. A intercessão não é desespero disfarçado, mas esperança colocada em ação.
Portal: Qual é a relação entre intercessão e combate espiritual?
Padre: A intercessão é uma verdadeira forma de combate espiritual porque existe uma luta pela salvação das pessoas. São Paulo ensina que nossa luta não é simplesmente contra pessoas, mas contra as forças espirituais do mal. Depois de apresentar a armadura de Deus, ele conclui: “Orai em todo tempo no Espírito, com toda oração e súplica, vigiando com perseverança e intercedendo por todos os santos” (Ef 6,18).
É significativo que a armadura espiritual termine com a oração perseverante. O cristão combate sustentado pela verdade, pela justiça, pela fé, pela Palavra de Deus e pela intercessão.
São Paulo também fala de Epafras, que “luta continuamente” em suas orações pelos cristãos, para que permaneçam firmes e cumpram a vontade de Deus (Cl 4,12). Existe gente que luta servindo, pregando, sofrendo e, também, lutando de joelhos.
O próprio Jesus revela essa dimensão quando diz a Pedro: “Satanás pediu permissão para vos peneirar como trigo. Eu, porém, orei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22,31-32). O combate estava acontecendo, mas Pedro não estava sozinho: Jesus intercedia por ele.
É preciso, contudo, compreender corretamente esse combate. Ele não significa viver assustado, enxergando demônios em tudo ou transformando toda oração em uma espécie de exorcismo. O Catecismo ensina que a própria oração já é um combate: contra a preguiça, a falta de fé, as distrações e as tentações do maligno, que procura nos afastar da união com Deus (CIC, n. 2725).
A primeira batalha do intercessor acontece dentro dele mesmo. Ele precisa combater o desânimo, o ressentimento, a ansiedade, a curiosidade e a tentação de controlar os resultados. É necessário continuar rezando quando não se sente nada, quando não há sinais visíveis e quando a situação parece piorar.
A intercessão combate o mal principalmente pela união com Cristo. Por isso, seus instrumentos fundamentais são a vida sacramental, a confissão, a Santa Missa, a Palavra de Deus, a adoração, o jejum, a penitência, o perdão e a caridade concreta.
O verdadeiro intercessor não fica fascinado pelo demônio. Mantém os olhos em Jesus. Nossa vitória não vem do volume da voz nem da quantidade de fórmulas repetidas, mas da cruz e da ressurreição de Cristo.
Portal: A oração de intercessão muda a vontade de Deus? Se não, por que interceder?
Padre: A intercessão não muda Deus como se Ele fosse indeciso, mal-informado ou resistente, alguém que precisasse ser convencido por nossa insistência. Deus é eterno, sábio e bom. Sua vontade não passa da ignorância ao conhecimento nem da maldade à bondade.
Quando a Bíblia diz que Deus “se arrependeu” ou “voltou atrás”, utiliza uma linguagem humana para mostrar uma mudança nos acontecimentos ou na maneira como as pessoas experimentaram a ação divina. A mudança ocorre na história, não na natureza eterna de Deus. Isso, porém, não significa que a oração seja inútil. Deus não determina apenas aquilo que deseja realizar; também determina os caminhos pelos quais deseja realizá-lo. Um desses caminhos é a nossa oração.
São Tomás de Aquino explica que não rezamos para modificar o plano de Deus, mas para obter aquilo que Ele, desde toda a eternidade, decidiu conceder por meio da oração. Deus poderia fazer tudo sozinho, mas quis conceder-nos a dignidade de participar de Sua obra.
A intercessão produz efeitos verdadeiros porque o próprio Deus decidiu associar nossas orações à distribuição de Suas graças. São Tiago afirma: “A oração fervorosa do justo tem grande poder” (Tg 5,16). Não porque a oração seja uma força mágica, mas porque Deus escuta Seus filhos.
Além disso, a oração transforma profundamente aquele que reza. Muitas vezes, começamos pedindo que Deus faça exatamente o que queremos. Com o tempo, aprendemos a desejar aquilo que Deus deseja. Nossa vontade é purificada, nossa visão se torna mais profunda e nosso coração se torna mais disponível.
Por isso, toda verdadeira intercessão contém as palavras de Jesus: “Seja feita a vossa vontade” (Mt 6,10). Isso não enfraquece a oração; coloca-a dentro da sabedoria, do amor e da providência de Deus.
Portal: Existe uma forma correta de interceder? Quais são as melhores formas de intercessão?
Padre: A forma correta de interceder é rezar com fé, humildade, caridade, perseverança e abandono à vontade de Deus. Não são necessárias palavras complicadas. Deus não escuta melhor uma oração porque ela é longa ou emocionalmente intensa; Ele olha o coração.
Podemos rezar de modo simples:
“Senhor, eu vos apresento esta pessoa. Vós conheceis sua história, suas feridas e suas necessidades. Dai-lhe luz, força, proteção e a graça da conversão. Ensinai-me também o que devo fazer e o que devo entregar em vossas mãos.”
É bom começar adorando e agradecendo a Deus. Depois, podemos invocar o Espírito Santo, apresentar a pessoa ou a situação, pedir as graças necessárias e concluir entregando tudo à vontade divina. O Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória ao Pai são excelentes formas de concluir a oração.
A mais perfeita intercessão da Igreja é a Santa Missa. Na Eucaristia, não apresentamos apenas nossas palavras e sentimentos: unimo-nos ao sacrifício de Cristo, que Se oferece ao Pai pela salvação do mundo. Por isso, oferecer a Santa Missa por uma pessoa viva ou falecida é uma das mais elevadas formas de intercessão.
Também são importantes a Liturgia das Horas, o Santo Rosário, a adoração eucarística, a leitura orante da Bíblia, as novenas, as ladainhas, as vigílias e a oração espontânea.
O jejum pode acompanhar a intercessão. Ele não compra graças nem obriga Deus a nos atender. O jejum torna nossa oração mais concreta, educa nossos desejos e nos une ao sacrifício de Cristo. Também podemos oferecer pequenos sacrifícios, sofrimentos, trabalhos e atos de caridade pela intenção de outra pessoa.
A oração deve vir acompanhada do perdão. Não faz sentido pedir a salvação de alguém enquanto alimentamos ódio contra essa mesma pessoa. Interceder é desejar verdadeiramente o bem do outro, ainda que esse bem não coincida com nossos interesses pessoais.
Também é necessário perseverar. Jesus contou a parábola da viúva insistente para ensinar que devemos rezar sempre e nunca desanimar (Lc 18,1-8). A perseverança não serve para cansar Deus, mas para amadurecer nossa fé.
A melhor intercessão não é necessariamente aquela em que sentimos mais coisas, mas aquela que está mais unida a Cristo, à Igreja, aos sacramentos, à caridade e à perseverança.
Portal: Podemos chamar o ato de interceder por alguém de ministério? Como saber se possuo esse ministério?
Padre: Podemos falar em “ministério de intercessão” num sentido amplo, como um serviço prestado à Igreja e aos irmãos. Toda pessoa batizada é chamada a interceder. Não é necessário receber um título especial para rezar pelos outros.
Em algumas comunidades, grupos ou movimentos existem equipes dedicadas especialmente à oração de intercessão. Quando reconhecidas e acompanhadas pela autoridade pastoral, essas equipes podem exercer um verdadeiro serviço comunitário. Contudo, não devemos transformar a intercessão em título de superioridade espiritual.
A Sagrada Escritura não apresenta o intercessor como alguém que sabe tudo sobre a vida alheia, recebe informações secretas ou controla o destino das pessoas. O intercessor é, antes de tudo, alguém que ama, guarda silêncio e persevera diante de Deus.
Podemos reconhecer uma inclinação especial para esse serviço quando existe um desejo constante de rezar pelos outros, sensibilidade diante do sofrimento, capacidade de perseverar e disponibilidade para apresentar a Deus pessoas que talvez jamais saibam que estamos rezando por elas.
Essa vocação deve ser discernida pelos frutos. O verdadeiro espírito de intercessão produz humildade, compaixão, discrição, obediência, fidelidade à Igreja e amor pelos sacramentos. Não produz vaidade, curiosidade pela vida alheia, desejo de controlar pessoas ou necessidade de anunciar publicamente que se possui um dom especial.
Quem intercede também deve saber guardar confidências. As dores reveladas pelos irmãos não podem se transformar em assunto de conversa, comentário de grupo ou falsa profecia.
É importante permanecer em comunhão com a Igreja. Um verdadeiro carisma não afasta a pessoa da doutrina, da autoridade pastoral ou da vida sacramental. O Espírito Santo não distribui dons para criar confusão, competição ou independência, mas para a edificação do Corpo de Cristo.
A pergunta principal não deveria ser apenas: “Tenho o ministério da intercessão?”, mas: “Estou disposto a servir silenciosamente, rezar com perseverança e permanecer fiel mesmo quando ninguém me agradece ou reconhece?”
Portal: Que mensagem o senhor gostaria de deixar aos leitores do Portal Doutrina Católica?
Padre: Gostaria de recordar que nenhuma situação está fora do alcance de Deus. Pode existir alguém muito distante, uma família dividida, um filho dominado por um vício, uma pessoa ferida, uma vocação em crise ou uma situação que humanamente pareça encerrada. Ainda assim, podemos rezar.
Jesus disse a Pedro: “Eu orei por ti” (Lc 22,32). Talvez essa seja uma das frases mais consoladoras da Bíblia. Antes que Pedro caísse, Jesus já estava rezando por ele. Antes que Pedro chorasse, Jesus já o havia colocado diante do Pai.
Nós também podemos dizer a alguém: “Estou rezando por você”. Mas devemos dizer isso com verdade — não como uma frase educada para encerrar uma conversa, mas como um compromisso espiritual.
Sugiro que cada pessoa escolha alguns nomes e os apresente diariamente a Deus, durante a Missa, diante do sacrário, no Rosário ou em alguns minutos de oração silenciosa. Não precisamos conhecer todos os detalhes; Deus os conhece.
Interceder não significa fugir da ação. Depois de rezar, talvez Deus nos peça uma visita, uma ligação, um pedido de perdão, uma ajuda material ou uma palavra de correção. A oração verdadeira nos torna mais disponíveis para servir.
Também não devemos medir a eficácia da intercessão apenas pelos resultados imediatos. Existem graças que vemos, graças que só compreenderemos mais tarde e graças que talvez conheçamos apenas no Céu. Nossa missão é rezar, confiar e permanecer fiéis.
Em uma época marcada pelo individualismo, interceder é um ato de resistência cristã. É recusar-se a abandonar o outro. É permanecer diante de Deus dizendo: “Senhor, tende misericórdia dele. Não permitais que se perca. Fazei por ele aquilo que eu não consigo fazer”.
A intercessão é, de fato, um chamado ao combate — um combate travado de joelhos, com as armas da fé, da esperança e da caridade. O intercessor se coloca na brecha não porque seja mais forte do que os outros, mas porque confia que Deus é mais forte do que todo pecado, todo sofrimento e toda obra do mal.
Por isso, não desistamos das pessoas. Enquanto houver alguém disposto a rezar, haverá uma porta aberta para a esperança.
O Portal Doutrina Católica agradece ao Padre José Eduardo pela disponibilidade, atenção e generosidade em compartilhar conosco suas palavras e ensinamentos. Que sua mensagem sobre a fé, oração e o poder da intercessão continue inspirando e fortalecendo a todos.






